O Natal deste ano terá as menores taxas de juros cobradas dos consumidores desde que o Banco Central iniciou sua série de dados sobre o crédito, prevê o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. ''Sem dúvida, do ponto de vista das taxas, as condições serão as melhores da série e com prazos de financiamento mais dilatados'', afirmou.
Em outubro, as operações de crédito pessoal já atingiram a menor taxa de juros da série, com uma média de 48,9% ao ano, ante 49,4% em setembro. Segundo Altamir, mesmo se retiradas as operações de crédito consignado, a taxa do crédito pessoal é a mais baixa da série.
Altamir informou que a relação crédito/PIB de 34% atingida em outubro foi a maior desde junho de 1995, quando ficou em 34,7%. O pico da série, segundo Altamir, foi em janeiro daquele ano: 36,8%. ''É um número considerado bastante alto'', afirmou.
Ele destacou o crescimento do crédito em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano, que passou de 30,8% para 34%. ''É muita coisa, sobretudo com um PIB crescendo em ritmo acelerado'', disse Altamir, destacando que a expansão do crédito reflete, além do nível de atividade econômica, o aumento na renda e no emprego formal e a redução nas taxas de juros, que ainda reforça a trajetória de alta. Altamir ressaltou ainda que o aumento no crédito tem ocorrido de forma disseminada por todas as modalidades de financiamento.
Inadimplência
A taxa de inadimplência do crédito caiu em outubro de 4,6% para 4,5%, na comparação com setembro, segundo o BC. Em 12 meses até outubro, o total de pagamentos em atraso está com acumulada de 0,6 ponto porcentual.
Nos empréstimos a pessoas físicas, a inadimplência caiu, em outubro, ante setembro, de 7,1% para 7%. Nos empréstimos a pessoas jurídicas, a inadimplência permaneceu estável, na mesma base de comparação, em 2,3%.

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