Curitiba - A ceia de Natal do paranaense vai estar mais acessível neste ano. A data vai ser mesmo dos importados, que estão mais baratos por conta da queda do dólar. A previsão é que os produtos nacionais tenham apenas a reposição da inflação de 4% e, em alguns casos, fiquem estáveis em relação ao mesmo período de 2008. No entanto, a dica é sempre fazer pesquisa de preços e não deixar as compras para a última hora para não correr o risco de enfrentar filas ou deixar de encontrar alguns itens.
Na Adega Boulevard, que trabalha com produtos importados em Curitiba, a expectativa é vender 5% a mais do que no ano passado. Proprietário da loja, Carlos Feliz afirma que os produtos nacionais estão com o mesmo preço em relação a 2008. Já os importados estão até 30% mais baratos. Apenas os espumantes nacionais subiram 10%. ''Em vinhos e alimentos a concorrência é grande e isso acabou segurando os preços'', avalia.
O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) Sandro Silva lembra que em novembro de 2008 o dólar estava no patamar de R$ 2,27 e em dezembro, em R$ 2,39. Agora, o câmbio caiu para R$ 1,70, o que deve baratear os importados. Ele acredita que os produtos nacionais estejam, em média, 4% mais caros por conta da inflação. ''Os importados mais baratos podem pressionar a concorrência com os nacionais.'' Segundo o supervisor técnico do Dieese, Cid Cordeiro, ainda haverá a deflação decorrente da concorrência dos produtos chineses no Natal.
As aves de festa - perus e frangos especiais - vão manter o mesmo preço em relação a 2008. Cada peça, que tem de três a quatro quilos, está com preço médio de R$ 15,00. O presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Domingos Martins, informa que a expectativa é de um aumento de 10% a 15% nas vendas de aves de festa no Paraná. Segundo Martins, as matérias-primas estão com preço acessível. Além disso, a safra de grãos foi muito boa. O câmbio baixo também segurou o preço das commodities. ''Se o dólar estivesse a R$ 3, os preços seriam outros'', destacou. O presidente do Sindiavipar explica que insumos como vitaminas, aminoácidos e material genético são atrelados ao dólar.
As vendas de peru e frango especial respondem por 10% das vendas de aves no Brasil no mês de dezembro. Neste item, o Paraná é destaque nacional sendo também o maior produtor de aves especiais do País.
No acumulado janeiro-setembro deste ano foram produzidas 11.061.628 cabeças de peru no Paraná, desempenho 48,58% superior ao mesmo período do ano passado, quando o abate havia sido de 5.687.066 cabeças.
Nas vendas externas, o Paraná é hoje o maior exportador brasileiro de peru. De acordo com levantamento do Sindiavipar, no acumulado janeiro a setembro de 2009 o estado já exportou 17.790.295 quilos de peru, o que rendeu às indústrias avícolas um faturamento de US$ 27,561 milhões. Com esse desempenho, o Paraná responde por 37,17% do volume de exportações brasileiras de peru em 2009 e por 31,84% do faturamento com as vendas externas do produto. Neste período, o Brasil exportou ao mercado externo 57.061 mil toneladas de peru, com um faturamento de US$ 86,547 milhões.

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