Natal deve gerar 13 mil empregos na RMC
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terça-feira, 01 de outubro de 2002
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba A partir da segunda quinzena deste mês entre 10 e 13 mil pessoas têm a expectativa de ser recrutadas na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) para fazer trabalhos temporários no comércio em função do incremento das vendas para o Natal. A estimativa do Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-Econômicos (Dieese) é que esses empregos representem uma injeção mensal na economia de R$ 6 milhões em salários.
As primeiras vagas a serem abertas são em supermercados, que a partir deste mês iniciam as contratações para montagem de cestas de Natal. No comércio varejista e, em alguns casos também no atacado, a maioria dos contratos ocorre a partir da segunda quinzena de novembro. Segundo o presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Curitiba e Região Metropolitana, Ariosvaldo Rocha, as contratações temporárias devem chegar a 15% do número de contratados regularmente (85 mil na Grande Curitiba), gerando até 13 mil postos de trabalho.
Os empregos temporários podem ir até meados de janeiro, depois que as lojas fazem o balanço anual e terminam a fase de trocas dos presentes. As funções que mais abrem vagas são para caixas, crediaristas, controle de estoque, cobrança, segurança e telemarketing. Em geral, os empregos temporários duram de 30 a 45 dias, segundo o vice-presidente de serviços da Associação Comercial do Paraná (ACP), Élcio Ribeiro.
''Os salários normalmente também não são muito altos porque não se espera tanta qualidade do funcionário'', diz Ribeiro, ressaltando que o emprego temporário pode ser uma porta para contratações definitivas. ''Se o empregado tiver um bom desempenho, na primeira vaga que a loja abrir, ele acaba sendo chamado'', afirma.
O setor não acredita em consequências negativas com a instabilidade econônica e a alta do dólar. Primeiro, porque a liberação das diferenças do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) com o expurgo dos planos Collor e Verão, já trouxe aquecimento nas vendas. Os comerciantes ainda apostam na liberação da primeira parcela do 13º salário, em novembro. ''E o Natal vai ser verde-amarelo'', diz Ribeiro, que acha que os consumidores vão preferir comprar produtos nacionais, com preços bem mais viáveis em relação aos importados.


