Fabricantes de chocolate consideram o Natal uma segunda Páscoa, porque cada vez mais o produto marca presença como opção de presentes, brindes de empresas, componentes de cestas e também no cardápio das refeições festivas. ''É uma excelente opção para presentear no Natal, pois agrada aos mais diversos bolsos e gostos e continua derretendo corações. Hoje, quem quiser consegue até decorar uma árvore de Natal somente com figuras de chocolate''. Getúlio Ursulino Netto, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Chocolate, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab).
Associações internacionais do setor apontam que 30% das compras de produtos de chocolate são destinadas para presentes. No Brasil ainda não há estimativas sobre este percentual, mas o aumento das vendas durante a época natalina da ordem de 20% em relação à média mensal, aponta para esta tendência. Segundo o presidente da Abicab, ''existe uma grande variedade de ofertas, formatos e preços que facilitam a quem quer presentear amigos, parentes, conhecidos. Além disso, o chocolate é fácil de ser comprado, pois está disponível em mais de 600 mil pontos de venda em todo o País''.
Dona das marcas Salware e Castor há cerca de um ano e meio, a Fábrica Gralha Azul cresceu mais do que a média nacional em 2007. Nos segmentos de chocolates especiais e coberturas com sabor de chocolate, a média nacional é de expansão de 30% no faturamento e de 20% nas vendas por causa do Natal. A indústria paranaense registra números ainda maiores: 40% de expansão nas vendas natalinas e 53% no faturamento anual, de R$ 5 milhões.
Em fevereiro, a Gralha Azul espera vender o triplo da média de 140 toneladas mensais. Para 2008, a previsão é faturamento dobrado, de R$ 10 milhões. No ano seguinte, a meta é de R$ 15 milhões. Hoje os principais mercados dos Chocolates Salware e das Coberturas Castor são Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Rio de Janeiro, e a produção chega a 2,5 mil toneladas de chocolates e coberturas.
A fábrica de chocolates Salware fechou há quase dois anos. Mas a marca foi comprada antes, sobreviveu e completou 100 anos em 2007. A fábrica lançou a linha Saúde! que, junto com as barras de chocolates e coberturas destinados à culinária, representou 48,5 toneladas das 2,5 mil toneladas produzidas em 2007.
Já as indústrias Itamaraty, com sede em Rolândia (25 km a oeste de Londrina), registraram neste ano um aumento na produção de 40%, com relação a 2006. Segundo a empresa, desde outubro as vendas foram aquecidas, principalmente, com a comercialização de barras de um quilo, utilizadas pela produção artesanal. Os principais mercados da Itamaraty são as regiões Sul e Sudeste.

mockup