Nasdaq dispara; teles brilham e Bovespa sobe 2,9%
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quinta-feira, 19 de outubro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
A Nasdaq disparou 7,79% ontem, embalada pelo excepcional resultado da Nokia e pelo lucro acima do esperado da Microsoft. Estas notícias exorcizaram a percepção de que as empresas de tecnologias as tecs poderiam estar condenadas pelo mercado e a Nasdaq ainda teria que buscar um novo fundo de poço. Na esteira dos bons resultados, o índice Dow Jones subiu 1,68%. Aproveitando a brecha e livre das manobras do vencimento do Ibovespa futuro, a Bolsa paulista fechou em alta de 2,94%, com volume melhorado, de R$ 696 milhões.
Houve uma incrível coincidência entre a reabilitação das ações de tecnologia em Nova York ontem e a decisão do CMN de isentar os investidores estrangeiros do recolhimento da CPMF em bolsa. Mas os analistas foram unânimes: o efeito CPMF não é para já; é limitado. Concordam com esta avaliação a Merrill Lynch, a J.P.Morgan, a Goldman Sachs, o Itaú, a Abrasca, só para citar algumas das várias instituições ouvidas pelo AE-News/Broadcast. De outro lado, ninguém negou a importância da iniciativa, por sinalizar que o governo se preocupa com o futuro do mercado de capitais no Brasil. Mas bom mesmo seria a isenção da CPMF também para os investidores nacionais, a entrada em vigor da Lei das S/A e a queda acentuada da Selic.
Na Bovespa, o destaque de alta foram das ações de telecomunicações. Das oito maiores valorizações do índice da carteira teórica paulista, seis foram deste segmento. Telemig Participações PN disparou 12,78%, seguida de Telemar ON (+11 23%), Tele Nordeste Celular PN (+10,80%) e Tele Centro Oeste PN (+9,65%). Somente seis ações do Ibovespa fecharam em queda.
Da mesma forma como ficou alheio ao inferno dos mercados ontem, o segmento de juros não participou da alegria geral desta quinta-feira. Na verdade, ontem foi dia de ajuste nos juros futuros que, anteontem, tinham caído razoavelmente bem. As taxas encerraram a tarde ligeiramente mais altas do que o fechamento da véspera, praticamente nos níveis de ajuste para o dia. Na BM&F, o DI futuro para 1º de julho foi ontem o mais negociado (122.710 contratos negociados) e apontou taxa de 17,07% ao ano.
O dólar comercial avançou mais 0,11% ontem, ao fechar cotado na venda a R$ 1,877, muito próximo da máxima registrada do dia, de R$ 1,878 (+0,16%).
(Márcia Pinheiro, Marisa Castellani e Silvana Rocha)


