Nascido no Brasil, é um cidadão do mundo
France Presse
De Berlim
Caio Koch-Weser, o candidato oficial da europa à sucessão no FMI, é um verdadeiro cidadão do mundo entre os especialistas em finanças alemães. Com 55 anos, ele fala cinco idiomas, incluindo um pouco de chinês, e possui duas nacionalidades: alemã e brasileira. Nascido em 1944, em Rolândia (Norte do Paraná), Koch-Weser foi criado em uma família de emigrantes alemães. Casado e pai de três filhos, ele gosta de viajar e esportes aquáticos.
Seu avô, Erich Koch-Weser, que presidia o Partido Democrata Alemão e figurava entre os dirigentes liberais, ocupou vários cargos ministeriais durante a República de Weimar. Após a chegada dos nazistas ao poder, em 1933, a família Koch-Weser se refugiou no Brasil e começou uma plantação de café.
Aos 17 anos, ele abandonou a vida do campo e cursou um rigoroso internato no Sudoeste da Alemanha, e estudou economia e sociologia nas cidades de Muenster, Berlim e Bonn.
Na época de sua formatura, conseguiu bolsa de estudos na Fundação Social-Democrata Friedrich-Ebert, no Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que estagiava na gigante alemã Siemens e em um dos grandes bancos de Munique, Hypobank.
Em 1973, Koch-Weser entrou para o Banco Mundial, em Washington, onde permaneceu por 26 anos. Durante essa etapa se tornou especialista em problemas do Terceiro Mundo e na arquitetura financeira internacional.
Com fama de reformista moderado, o candidato europeu ao FMI é partidário de uma maior colaboração entre o Banco Mundial e o Fundo.
Caio Koch-Weser foi responsável pelos programas do banco para a China, África Ocidental, África do Norte e Oriente Médio. Em 1996, chegou ao maior nível da hierarquia da instituição ao tornar-se um dos quatro diretores do Banco Mundial, sob ordens diretas de seu presidente, o americano James Wolfensohn.





