Não vão faltar mercadorias, garante varejo
No varejo, os preços dos produtos permanecem os mesmos. Segundo o presidente regional da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), Ademar Vedoato, o momento é de cautela, mas os consumidores não precisam se desesperar, pois não há motivos para preocupação. Na verdade, a tendência é que o mercado se acalme nos próximos dias, pondera o empresário, comentando que não há nenhuma movimentação por parte da indústria alimentícia no sentido de reajustar os produtos.
Segundo Vedoato, por enquanto a indústria apenas suspendeu a venda de produtos importados. Mas de acordo com ele, na próxima semana elas já devem colocar essas mercadorias de volta no mercado. Outros setores, como o hortifrutigranjeiro, devem permanecer exatamente como estão. Reajuste ou redução, nesse caso, acontecem por outros fatores, como questões climáticas. É preciso prudência do consumidor nesse momento, mas não precipitação. Não deve faltar produtos no mercado, nem há previsão de reajuste dos alimentos, tranqüiliza Vedoato.
Para o presidente da Rede Ales que engloba mais
de 40 supermercados na região norte do Estado Natalim Molinari, o setor varejista de alimentos ainda não sentiu o efeito da crise, nem deve sentir, pois a previsão é que nos próximos dias o mercado se acalme. Segundo ele, nos últimos dias, a indústria tem incorporado um pequeno reajuste em alguns produtos, mas o varejo não tem repassado isso para o consumidor.
Em relação aos produtos derivados de trigo, Molinari destacou que nas últimas semanas o produto vinha em baixa e agora o preço está voltando ao seu patamar, mas está dentro do normal e ele não acredita que seja reflexo da crise. E quanto às vendas do final de ano, a expectativa continua sendo positiva. O consumidor pode ficar tranqüilo que os preços dos alimentos não devem sofrer grandes alterações, disse.
En nota enviada por e-mail, o presidente estadual da Apras Everton Muffato, disse que: Mesmo com o dólar instável e a com a crise americana e européia, o setor supermercadista ainda não foi afetado. Tampouco houve aumento de preços dos alimentos ou qualquer outro produto consumido nos supermercados. Em breve o setor de bens duráveis vendidos nos super e hipermercados devem ser afetados devido ao crédito. (E.Z.)





