O empresário Ariovaldo Ferraz de Arruda, dono do Posto Esperança, disse que irá se apresentar à Justiça na próxima semana. Ele entrou em contato com a redação da Folha na tarde de ontem. ''Não sou nenhum bandido para que quatro promotores e policiais militares invadam a minha casa. Não tenho nada a esconder'', garantiu. Ele disse ter sido surpreendido com a notícia da decretação da prisão e que nunca se negou a prestar esclarecimentos à Justiça.
Ariovaldo de Arruda teve a prisão preventiva decretada pela juíza da 5 Vara Criminal, Oneide Negrão, acusado de chefiar o cartel do combustível em Londrina. O dono de posto negou a existência de cartel no setor e afirmou que a Associação dos Revendedores de Combustíveis (Arcom) não existe há mais de um ano.
''Nós tentamos montar um entidade que iria levar transparência ao setor. Esta seria a oportunidade para que Londrina mostrasse ao País que é possível discutir seus problemas com clareza'', afirmou o empresário. Ele informou que na ocasião da criação da entidade, os dirigentes haviam sugerido que o setor trabalhasse com um preço mínimo. Alertados pelas autoridades judiciais de que o fato poderia caracterizar cartel, o item foi retirado da nossa ata.''
Ariovaldo de Arruda garantiu ainda que nunca forçou ninguém a alinhar preços de combustíveis. ''É preciso aprofundar esse assunto, até porque a formação do preço do combustível padece de maior clareza'', defendeu. Segundo ele, o grande problema do preço da gasolina é provocado pelo governo, que cobra R$ 0,63 por litro, em impostos.
Outro fator que desequilibra o mercado, segundo Ariovaldo de Arruda, são liminares dadas pela Justiça a distribuidoras, que trabalham sem o recolhimento de ICMS na venda da gasolina. ''Isso desequilibra o mercado em R$ 0,33 por litro. Como querer que o mercado seja equilibrado com esse tipo de distorção'', questiona. Ele ainda afirmou que 60% do mercado de álcool sonega impostos.

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