RIO Guido Mantega já definiu qual será a marca de sua gestão no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a maior fonte de financiamento a projetos empresariais do País: o retorno ao mercado de capitais. O banco está trabalhando no desenvolvimento de um mercado secundário de debêntures (títulos monetários de renda fixa) que funcionará como uma nova forma de financiamento do setor produtivo.
Ele está confiante de que essa medida ajudará a reduzir os spreads cobrados pelos bancos privados, que devem seguir o BNDES na iniciativa. ''Eu aposto mais no mercado de capitais do que a direção anterior do banco'', afirma, exemplificando a diferença entre sua administração e a de Carlos Lessa.
Ao contrário do antecessor, ele é enfático ao dizer que ''não tem hospital no BNDES''. Isto significa que a operação estruturada para a recuperação da Brasil Ferrovias, que ''está redonda'' e deve ser anunciada no início deste mês, não será um modelo para outras empresas. Muito menos para a combalida Varig, que tenta sensibilizar o banco na busca de recursos para sua recuperação. ''Está vedado'', sentencia Mantega, dizendo que isso só seria possível se houvesse ''um grupo privado idôneo'' disposto a investir na companhia aérea. A seguir, os principais trechos da entrevista concedida por Mantega à reportagem.

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