Agência Estado
De São Paulo
Pesquisar preços e pagar à vista. Essa é a recomendação de especialistas para o consumidor neste fim de ano. Ainda que bancos e lojistas estejam anunciando a cobrança de juro mais baixo para estimular a contratação de financiamento ou a compra a prazo, o consumidor não se deve deixar enganar por essas promoções, diz o consultor Miguel José Ribeiro de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional de Executivos de Finanças
Administração e Contabilidade (Anefac). ‘‘O juro de fato aplicado costuma ser sempre maior que o informado em propaganda ou nas vitrines de lojas.’’ Isso ocorre, afirma, porque geralmente é omitida a cobrança à parte de outras taxas, como a de abertura de crédito ou de cadastro. Um banco em São Paulo, por exemplo, anunciou semana passada a cobrança de juro de 4,2% no crédito pessoal, diz o matemático José Nicolau Pompeo. A propaganda não informou, porém, que também era cobrada taxa de abertura de crédito, de R$ 12,00. Dessa forma, calcula, para obter um empréstimo de R$ 200,00 em quatro parcelas, o consumidor bancaria juro de 9,13% ao mês, e não de 4,2%.
Para não ter dúvidas de que está ou não fazendo um bom negócio, convém definir antecipadamente se as compras para o Natal serão pagas à vista ou a prazo. Se tiver dinheiro aplicado, convém sacá-lo e pagar à vista, sugere o economista José Dutra Vieira Sobrinho. É que o ganho de aplicações tem sido inferior às taxas de crediário. ‘‘Além disso, será possível pechinchar desconto.’’

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