'Não se deve pôr todos os ovos na mesma cesta'
O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pode ser usado pelo trabalhador em investimentos. No entanto, o economista Renato Pianowski de Moraes, professor da Universidade Estadual de Londrina, acrescenta que antes de definir qualquer investimento é preciso ter ''parcimônia e inteligência''. ''Dificilmente qualquer aplicação (financiamento da casa própria ou ações) trará prejuízos. Antes de definir qualquer aplicação é importante saber que todos os ovos não devem ser colocados na mesma cesta'', observa.
A prioridade seria a aquisição da casa própria. No entanto, ele ressalva que não é vantajoso financiar um imóvel para locação. ''A oferta de imóveis é grande e o proprietário terá um índice pequeno de retorno'', comenta. Além disso, ele acrescenta que imóveis geram despesas, como manutenção, condomínio e impostos. ''Antes de fazer qualquer compra a pessoa deve se perguntar se conseguirá recuperar seu investimento. Se a resposta for não, o negócio é fria'', avalia. Mesmo as aplicações no mercado financeiro devem ser determinadas conforme o perfil do investidor: conservador, moderado ou arrojado.
No caso dos títulos de renda fixa, o que determina o perfil do investidor é a porcentagem incluída de títulos do governo. ''O governo nunca quebra. As empresas de vanguarda oferecem mais remuneração, mas também mais riscos; já investimentos conservadores têm menos remuneração e menos riscos'', compara Pianowski.
Garantia
O FGTS foi criado, em 1967, como uma garantia à indenização do trabalhador. Até então, trabalhadores com mais de dez anos de serviço na mesma empresa adquiriam estabilidade, enquanto os demitidos com menos de dez anos tinham direito a um mês de salário por ano trabalhado de indenização. ''Só que muitas empresas faliam e todos ficavam sem indenização e, por isso, foi criado o FGTS'', explica o economista. Desta forma, acabou a estabilidade, mas a indenização estava garantida e o rendimento era equivalente a um salário por ano trabalhado. (F.M.)





