'Não quero ouvir falar em apagão no MT', diz Dante
O governador do Mato Grosso, Dante de Oliveira (PSDB), afirmou ontem que vai propor ao coordenador da Câmara de Gestão da Crise de Energia, ministro Pedro Parente, que o Estado do Mato Grosso fique fora do programa de racionamento de energia, que será instituído no Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do País em 1º de junho.
Nos últimos anos fizemos um esforço brutal para equacionar a questão energética no Mato Grosso, já estamos quase na auto-suficiência e eu não quero nem ouvir falar de apagão no meu Estado, disse o governador (foto) ao sair de uma audiência com o ministro da Fazenda, Pedro Malan.
Segundo Oliveira, é preciso fazer mais uma racionalização do que um racionamento de energia. Há cinco anos, Mato Grosso importava 85% da energia consumida. Atualmente, segundo o governador, o Estado produz praticamente toda a demanda de energia que utiliza, sem a necessidade de reforço de outras regiões.
A termoelétrica da Enron noEstado, segundo o governador, elevará a sua produção de energia dos atuais 200 MW para 450 MW no final deste mês. Assim, junto com outras geradoras privadas que estão instaladas no Estado, será plenamente possível atender ao consumo local, diz o governador. O Estado consome pouco menos de 600 MW por mês.
O governador de Goiás, Marcone Perillo (PSDB), que participou da reunião na qual Oliveira estava presente, afirmou que o maior drama do País sobre a produção de energia é a falta de água, e não o potencial instalado, que tem capacidade de atender à demanda. Ele acrescentou que espera do governo federal medidas de racionamento que imponham menos sacrifício possível tanto para os Estados como para a sociedade.
Os Estados vão sofrer porque vão perder receitas, além da possibilidade de uma retração econômica reduzir o número de empregos nas regiões afetadas, afirmou Perillo. (AE)





