Não há plano B em caso de guerra, diz Palocci
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terça-feira, 28 de janeiro de 2003
Agência Estado 
Berlim Não há plano B para a economia brasileira enfrentar um eventual ataque dos Estados Unidos ao Iraque, disse ontem o ministro da Fazenda, Antônio Palocci. ''Não há plano B. Eu não acredito que, mesmo havendo crise internacional em nível de conflito, nós possamos ter uma deterioração da economia brasileira a ponto de exigir um possível plano B. O nosso plano é o plano A, ele vai dar certo, nós somos otimistas'', afirmou o ministro, após uma audiência com o ministro das Finanças da Alemanha, Hans Eichel, e o vice-ministro, Caio Koch-Weser, que nasceu no Brasil.
Eichel elogiou o processo de transição administrativa conduzida por Palocci e disse que a Alemanha ajudará o Brasil a conseguir uma avaliação ''mais positiva'' da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Essa disposição vai ao encontro da prioridade estabelecida pelo ministro Palocci, que é reduzir a avaliação de risco Brasil, considerada exagerada. Na conversa, eles trataram de outro tema caro ao País: o aumento do crédito externo ao Brasil. Também ficou acertado que Eichel fará uma visita ao País.
O ministro admitiu que a perspectiva de conflito no Iraque preocupa, mas reafirmou que a economia resiste a uma guerra. ''Como esta, a economia já resistiu a outras inflexões até mais importantes'', afirmou.


