A presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Regina Nabhan, disse que ''infelizmente'' a cidade não tem outra área onde possa instalar o cemitério. ''Morrem pelo menos 30 pessoas por dia na cidade. Os cemitérios estão saturados'', informou.
Segundo ela, um terreno para cemitério tem de obedecer várias características. ''É difícil encontrar uma área que concentre todas elas, com preço compatível, que não tenha inclinação, que não seja perto de nascente'', explicou.
O atual presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Rogério Tsuzaki, disse que a Prefeitura está se esforçando para encontrar novas áreas para doar às indústrias.
Ele afirmou que, caso os donos dos terrenos na Gleba Primavera o tivessem procurado antes, talvez tivessem chegado a uma solução diferente. ''Os empresários do Lote 70 (também na Zona Norte) nos procuraram e se dispuseram a pagar a infraestrutura. São 12 empresas que vão pagar entre R$ 12 mil e R$ 18 mil'', disse.
O presidente da Codel afirmou que, durante o período eleitoral, não será possível resolver o problema, já que a legislação proíbe novas doações de terreno. ''Há muitas áreas na região que podem ser desapropriadas e doadas'', disse. (N.B.)

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