Não há mais empregado para o resto da vida
Curitiba - O mercado de trabalho, de uma forma geral, passou por uma grande transformação nos últimos anos. Max Gehringer lembrou que, até a década de 1980, as pessoas praticamente ''delegavam'' a carreira para a empresa que trabalhavam e entravam em um emprego para se aposentarem nele.
Hoje, os profissionais gerenciam a própria carreira e o empreendedorismo cresceu muito no Brasil. ''Não existe mais o empregado para o resto da vida'', disse. Com isso, as empresas se veem obrigadas a ''tratar bem'' os funcionários e oferecer benefícios para que eles ''não se sintam tentados a ir embora''. ''Hoje é fácil perder o empregado. E, uma pessoa que teve três empregos em cinco anos é contratada na hora'', destacou. O consultor lembrou ainda que, atualmente, há muitas pessoas que atuam como free lancer e outras que constituem a própria empresa.
O economista da Fiep e analista da cadeia produtiva de madeira e móveis, Emerson Iaskio, disse que não há uma estimativa do número de trabalhadores especializados que faltam no setor moveleiro no Paraná. No entanto, disse, a maior carência é por marceneiros e auxiliar de produção de chão de fábrica.
Para ele, as alternativas são investir em cursos técnicos e capacitação, além dos empresários inovarem na produção para que não precisem de tanta mão de obra e possam investir em maquinário. Além disso, salários maiores e menos encargos trabalhistas também ajudariam o setor. No Paraná, o setor moveleiro conta com 2.130 empresas e emprega mais de 34 mil funcionários. (A.B.)





