Finalmente, depois de 10 dias com público abaixo da expectativa, o Parque Ney Braga ficou lotado ontem, no último dia da 52 ExpoLondrina. O bom tempo e o show dos palhaços Patati Patatá estimularam londrinenses e moradores da região a visitarem a feira. No final da tarde, a fila de carros na Avenida Tiradentes para chegar ao parque começava na altura do pontilhão da Avenida Brasília.
Apesar disso, o presidente da Sociedade Rural do Paraná (SRP), Gustavo Andrade e Lopes, admitiu que não será uma edição de quebra de recordes. ''A chuva atrapalhou'', afirmou ele em entrevista à FOLHA. ''Tivemos uma grade de shows extraordinária, mas a chuva caiu vários dias justamente na hora que as pessoas se preparavam para vir para o parque'', justificou.
Lopes acredita, no entanto, que o total de negócios fechados na ExpoLondrina não irá desapontar. Os números só serão conhecidos dentro de 10 dias. ''Os leilões tiveram bons resultados. Não houve nenhum recorde de preços, mas isso é bom, significa que o mercado está estável'', ressaltou.
Para ele, a presença de várias autoridades durante os 11 dias de evento e a de visitantes estrangeiros mostram a força do evento. ''Recebemos produtores de Honduras, Panamá, Índia, Estados Unidos, Paraguai, Argentina e China'', enumerou. Nas palavras do presidente da SRP, a ExpoLondrina é ''um turbilhão de acontecimentos felizes que se concentram em 10 dias, mas que repercutem o resto do ano''. Lopes anunciou que o evento no ano que vem será realizado de 4 a 14 de abril.
Máquinas
Representantes das concessionárias de máquinas agrícolas não estavam tão otimistas quanto Lopes ontem à tarde. ''Fechamos de 40% a 50% menos negócios neste ano. O produtor está muito indeciso em investir. Acabou de colher e viu que teve perda'', afirmou Renato Leite, diretor Comercial da Dimasa, concessionária Massey Ferguson em Londrina. A estimativa, segundo ele, é que os negócios somem cerca de R$ 3 milhões.
''O número de visitas de interessados em nosso estande foi bem menor neste ano, acredito que uns 50% menor'', disse o gerente de vendas da Rodomaq, Valdir Frasson. Sem revelar números, Osni Possamai, do Departamento de Marketing da Baldan, disse que o resultado da feira para a empresa ''foi bem ruim''. No estande da New Holland, o clima era de mais otimismo. ''Fizemos mais ou menos o mesmo tanto de negócios que no ano passado. Vendemos 25 máquinas e 10 cotas de consórcio'', disse o gerente regional, Romero de Paula Castro.
Bancos
Entre os bancos que foram ao Parque Ney Braga liberar financiamento aos visitantes, a avaliação foi positiva para o Sicredi e para o Banco do Brasil, mas negativa para o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE).
Embora não tivesse nenhuma parcial fechada, a gerente de Negócios do Sicredi, Simeli Casagrande, disse que a ''percepção é de que a feira foi muito boa, melhor que a de 2011''. Já o gerente do Banco do Brasil, Paulo Zago, afirmou que o primeiro final de semana da ExpoLondrina foi ruim. ''Por causa do feriado, as pessoas viajaram. Mas este segundo final de semana compensou e os negócios devem fechar dentro das nossas expectativas'', destacou.
O gerente de prospecção do BRDE, João Carlos Kuritza, disse que a meta era fazer R$ 30 milhões em negócio. ''Mas vamos ficar na casa dos R$ 20 milhões. Se compararmos com o ano passado, a feira não foi tão boa'', ressaltou.

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