Rio de Janeiro - A fusão entre Itaú e Unibanco começou a ser negociada quando o Santander comprou o Real e ‘‘não foi uma operação para salvar o Unibanco’’, disse o ex-presidente do Banco do Brasil e do Banespa e ex-secretário do Tesouro Nacional Eduardo Guimarães, que integra o comitê de auditoria do Unibanco.
  ‘‘Apesar dos boatos, o Unibanco é sólido’’, afirmou. ‘‘O Unibanco é conservador e já estava preparado para o que desse e viesse. É só olhar o balanço. Sou do Comitê de Auditoria e estou muito tranqüilo para falar’’, declarou. De acordo com ele, a informação de que a fusão começou a ser tratada a partir da compra do Real pelo Santander consta de comunicado do presidente do Unibanco, Pedro Moreira Salles, aos funcionários da instituição.
  Guimarães ressaltou que a rede de agências é muito importante para os bancos de varejo e no caso de Itaú e Unibanco, a grande rede formada facilita a captação de um dos recursos mais baratos que existem para os bancos: os depósitos à vista. ‘‘Não sai de graça porque tem que manter a rede de agências, mas melhor que depósitos à vista, para banco, só depósitos judiciais’’, observa. Só bancos públicos, porém, podem receber depósitos judiciais.
  Além disso, comenta, os depósitos à vista são uma fonte de recursos bem mais estável do que outras como, por exemplo, os CDBs. Ele concorda com o economista Armando Castelar, da Gávea Investimentos, de que nesse momento de escassez do crédito externo, é a captação doméstica é ainda mais importante.
  Guimarães diz que levará mais de um ano para a integração das redes de Itaú e Unibanco.

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