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segunda-feira, 17 de maio de 2010
Carlos Eduardo Kiatkoski Especial para a FOLHA 
Curitiba - O que fazer nos momentos de falta de energia? Pra muitos, a queda da luz abre uma maratona em busca de velas, fósforos (que nunca estão no local imaginado) e a longa expectativa pelo retorno do fornecimento. O que pode levar horas ou mesmo dias. Porém, atualmente algumas empresas prometem acabar com essa espera. São as fabricantes de geradores de energia portáteis.
A opção deixou de ser exclusividade dos centros médicos, supermercados e grandes empresas, e tornou-se acessivel ao consumidor. O produto, garantem os fabricantes, é uma opção viável para condomínios e mesmo residências. Os geradores podem abastecer lâmpadas, geladeira e, até mesmo, televisores durante a falta de energia. ''São ideais para quem não quer perder nenhum jogo durante a Copa do Mundo'', afirma o gerente de loja Felipe Melo.
Walter Kenji Okuda, gerente de pós-venda internacional da Cia Caetano Branco, trabalha há pelo menos 40 anos com geradores, lembra que na década de 1970 os produtos eram comercializados exclusivamente em áreas rurais, onde a energia elétrica não chegava. ''Quando o campo começou a receber a rede elétrica, muitos acharam que a venda de geradores iria diminuir. Hoje se percebe que esse equipamento fornece energia para quem já tem eletricidade. O consumidor que já está acostumado com energia à disposição, não cogita mais a hipótese de ficar sem ela'', salienta.
A capacidade dos geradores vai depender do uso e destino dado ao aparelho, explica o engenheiro mecânico Gilmar Nied. A utilização dos geradores é recomendada para residências e condomínios verticais para a manutenção de alguns sistemas vitais. Em condomínios, significa manter funcionando as lâmpadas nos locais de circulação, portão eletrônico e, principalmente, os sistemas de vigilância interna. Já nas casas é possível manter algumas lâmpadas e sistemas de segurança.
A geração de energia por meio de geradores pode ser uma saída para os problemas de distribuição. Porém, há um limite de tempo e capacidade de geração de energia desses produtos. ''O uso contínuo não pode ultrapassar 14 horas diárias, e o seu custo é o mesmo da energia fornecida em igual período pela concessinária de energia'', comenta Nied. Já a capacidade de energia gerada é suficiente para a manutenção de aparelhos essenciais dentro da residência até que o fornecimento seja restabelecido.
O uso de geradores portáteis é comum em outros países, como o Canadá onde o inverno é rigoroso. Nesses locais, a cultura é estar preparado, portanto, as pessoas têm um gerador em casa, mesmo que ele seja usado apenas uma vez por ano, na época de nevascas, por exemplo. ''Nessas regiões, enfrentar o inverno rigoroso sem um gerador, pode apresentar riscos à vida'', conta Uland Heiber, supervisor de vendas da Branco Produtos de Força e Energia.
Modelos disponíveis
O mercado oferece dois tipos de geradores de energia que podem ser utilizados em casos de emergência: os portáteis e os geradores permanentes, estacionados. A principal diferença entre os dois são a potência e o preço. No entanto, os portáteis são os mais recomendados para residências, enquanto os estáticos são recomendados para grandes condomínios, comércio e hospitais. Isso se deve em parte ao custo e a capacidade de geração de energia. Em situações de emergência os portáteis são a forma mais econômica de fornecer a energia necessária. Eles são ligados diretamente aos aparelhos por uma extensão ou então ligados à rede elétrica da casa por meio de um ''switch''.
O tamanho do gerador de energia vai depender do número de sistemas da casa que o proprietário pretende ligar durante a situação de emergência. Para determinar a capacidade de energia necessária, o consumidor pode procurar na internet alguns simuladores os quais ajudam na escolha do equipamento que melhor se adequa à necessidade e uso. Normalmente, para a maioria das casas, um gerador portátil de 5 mil a 6 mil watts pode ser suficiente para alimentar equipamentos como geladeira, forno elétrico e algumas luzes. Já para o chuveiro elétrico é necessário um de maior potência. ''O chuveiro usa energia incandescente, ou seja ele vai aumentando o consumo de energia durante o uso'', lembra Melo.
O custo do produto pode variar. Os preços dos portáteis vão de R 1,1 mil até R$ 10 mil (equipamento com capacidade de geração de energia maior e recomendados para grandes espaços).


