São Paulo - As indústrias de produtos para saúde animal têm condições de atender a demanda por vacinas contra febre aftosa dos pecuaristas do Mato Grosso do Sul que têm fazendas em municípios que fazem fronteira com o Paraguai. Devido à suspeita de um foco da doença na província paraguaia de Canindeyu, no município de Corpus Christi, a campanha de vacinação nos municípios de fronteira foi antecipada de novembro. Com isso, a imunização, que começou na quarta-feira vai até o dia 31 de outubro.
A Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal (Iagro) estima que o rebanho bovino do Mato Grosso do Sul soma 23,9 milhões de cabeças e que cerca de 3,5 milhões de animais estão em fazendas em municípios de fronteira com o Paraguai. ''Os estoques de vacinas contra aftosa já aprovadas somavam 59,116 milhões de doses até ontem.''
''Se todo o rebanho do Mato Grosso do Sul tivesse que ser vacinado hoje não faltariam vacinas'', afirma o consultor em febre aftosa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), Sebastião da Costa Guedes. ''A produção de vacinas está aquecida. Em alguns dias de setembro, chegamos a ter 66 milhões de doses de vacina contra febre aftosa nos estoques, volume recorde'', completa.
O total representa 54,54% do total previsto pelo Ministério da Agricultura para o ano, de 352 milhões de doses. Para o período entre setembro e dezembro, o governo estima demanda de 160 milhões de doses de vacina. Guedes lembra que os laboratórios brasileiros doarão mais 250 mil doses de vacina contra aftosa ao governo da Bolívia, de um total previsto de um milhão de doses.

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