Inovar não é obrigatoriamente lançar um produto novo no mercado. Pequenas ideias incrementais podem ser de extrema importância seja no desenvolvimento de um produto ou no relacionamento com o cliente. Quem observa é Filipe Cassapo, líder dos processos de gestão do conhecimento e de inovação da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep). Inovar, segundo ele, é transformar ideias novas em resultados sustentáveis. ‘‘Um projeto inovador deve trazer equilíbrio entre impactos econômico, social e ambiental’’, diz.
  Segundo Cassapo, é preciso derrubar o mito de que inovação só faz parte do mundo das grandes empresas. ‘‘É para qualquer porte ou segmento. Hoje, o mundo está mudando de forma extremamente rápida e a competição é global. As organizações precisam sistematizar seu futuro.’’. Ele aconselha as empresas a desenvolverem a ‘‘cultura da inovação’’, incentivando os funcionários a contribuírem com ideias.
  Embora muitos empresários ainda desconheçam, fontes de recursos públicos e privados não faltam para quem quer investir em inovação (leia nesta página). Cassapo observa ainda que as parcerias com universidades, Organizações Não Governamentais (ONG) e demais entidades são importantes para o desenvolvimento de projetos inovadores.
  Segundo a coordenadora de fomento da Fiep, Andrezza Oikawa Rocha, existem recursos de caráter reembolsável (financiamento) e de caráter não-reembolsável (sem necessidade de retorno). ‘‘Os financiamentos federais para a inovação são subsidiados e têm taxas de até aproximadamente 6% ao ano. Esses financiamentos podem ser requeridos junto à FINEP (Programa Juro Zero e Programa Inova Brasil) e ao BNDES (Linhas de Inovação). Os recursos não-reembolsáveis são distribuídos por meio de chamadas públicas regionais e nacio-nais’’, explica.
  Na última chamada pública do Pappe, no Paraná, ela conta que foram inscritas mais de 300 empresas candidatas de todas as regiões do Estado, com projetos de ‘‘ótima qualidade’’. A chamada pública para a apresentação de projetos foi feita com o apoio de um consórcio formado pela Fiep, Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae-PR) e Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP).
  No caso de recursos a fundo perdido, como os liberados por meio do Pappe, Andrezza esclarece que a empresa contemplada deve ter o mesmo grau de diligência e responsabilidade de um gestor público em relação à prestação de contas.

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