Não existe privatização, diz ECT
Curitiba - A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) não se manifestou sobre a possibilidade de deflagração da greve de seus funcionários a partir da próxima semana, entretanto, fez questão de ressaltar que não está sendo privatizada, como argumenta o sindicato dos trabalhadores. Segundo a empresa, ela não realiza "terceirização ilícita" e contrata mão de obra temporária em períodos sazonais de grande aumento de carga, como no Dia das Mães e operação de final de ano, por exemplo, "sempre na forma prevista na legislação".
A ECT também informou que nos últimos três anos concedeu aumento real de 7,19% se comparado ao IPCA do período e aos reajustes salariais. Em nota, a empresa também salientou que a negociação de acordo coletivo está sendo mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Sobre a necessidade de contratação de novos funcionários, a ECT ressaltou que, desde 2011, foram contratados mais de 20 mil trabalhadores por concurso público, sendo a maior parte para a área operacional (carteiros, atendentes e operadores de triagem e transbordo). Na resposta, os Correios lembram ainda que nos últimos três anos, a empresa investiu mais de R$ 1,18 bilhão em melhoria das condições de trabalho (aquisição de novos veículos, equipamentos, computadores e na reforma, construção e ampliação de milhares de unidades).
A empresa ressaltou ainda que hoje investe em medidas de segurança como contratação de vigilantes e aquisição de sistemas de alarme para agências, entre outros. Somente em 2013, os Correios instalaram equipamentos de segurança em mais 700 agências com Banco Postal. (R.C.J)





