Quem tem ações de Telesp e Telebrás, referentes à compra de Plano de Expansão, também precisa ficar atento ao processo de privatização dessas duas empresas. Por enquanto, não parece ser o momento de vender os papéis, que acenam com valorização nos próximos meses.
No caso de Telebrás, a divisão em 12 empresas, que deve ocorrer até o fim do primeiro semestre, pode fazer com que a soma das partes (as 12 ações) seja menor do que o todo (ação atual de Telebrás). Para cada ação de Telebrás que possui, o acionista receberá 12, uma de cada empresa. Esses papéis terão uma liquidez amplamente diferenciada: enquanto as ações de Telesp devem ser bastante negociadas, a demanda, por exemplo, pelas ações da holding celular que compreende os Estados do Amazonas, Amapá, Roraima, Pará e Maranhão deverá ser bem restrita. Assim, é possível que seja mais interessante para quem detém pequenos lotes de ações de Telebrás vender os papéis um pouco antes da cisão, pois o acionista não ficaria com ações pouco negociadas.
Mas agora não é o momento de vender. A recomendação do analista de Telecomunicações do Unibanco, João Miyashiro, é de ‘‘compra’’ para ações de Telebrás e de ‘‘compra forte’’ para papéis de Telesp. O analista de Telecomunicações do Banco Fator, Sergio Missima, também entende que a tendência é de que as ações de Telesp tenham valorização mais expressiva que as de Telebrás.
Miyashiro destaca os fatores que tornam atraentes as ações de Telesp: contam com boa liquidez; a companhia não será agrupada a nenhuma outra quando houver a cisão de Telebrás, o que elimina incertezas sobre seu futuro; e o potencial de valorização da empresa, que tem perspectivas de crescimento.

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