A despachante imobiliária Adelina Tomiko Ogawa, 49 anos, fez um plano de previdência privada há nove anos como forma de manter um bom padrão de vida depois dos 60. ''Não dá para pensar só no INSS, pois você tem um teto para a aposentadoria. E com a previdência complementar é possível manter um padrão igual ou superior ao da vida ativa'', justifica ela, que optou pela modalidade VGBL - renda variável. Pelo plano, 15% do valor é aplicado na Bolsa e o restante é renda fixa. ''Na fixa, a rentabilidade não é tão alta, mas corro menos riscos'', pondera.
Adelina investe R$ 100 por mês e quando tem condições faz depósitos maiores. Ela diz não ter estimativa de quanto vai receber, mas a projeção é que a renda extra comece a vir a partir dos 60 anos. ''Quero poder viajar e me presentear eventualmente'', planeja.
Com perfil tradicional, a despachante diz que se identifica com a previdência privada porque não precisa ficar acompanhando os investimentos. ''Se investisse em algo que precisasse acompanhar diariamente, ficaria maluca. Prefiro deixar o dinheiro lá e não criar expectativas'', afirma. (G.M.)

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