‘‘O mercado do café não pode se deixar influenciar por previsões especulativas. As previsões que andam divulgando por aí não são confiáveis e têm por objetivo derrubar preços’’.
O alerta foi feito ontem pelo ministro da Agricltura Pratini de Moraes, durante coletiva à imprensa, respondendo pergunta feita por este jornal. Pratini disse que as previsões oficiais, que o governo assume, são as da Conab. Ele também sugeriu à imprensa que não dê divulgação a esses levantamentos porque vão contra os interesses da economia brasileira. Mas o principal argumento é que não são verdadeiras. Muitas vezes a imprensa é ‘‘usada’’, segundo Pratini.
O ministro então foi questionando por um jornalista sobre a influência dos interesses das indústrias nacionais e a presença de representantes da indústria dentro do próprio governo. O ministro negou que no seu quadro de assessores tenha alguém que faça lobby para a indústria. Garantiu que isto não é verdade.
Antes da coletiva o ministro Pratini de Moraes tomou Café Qualidade Paraná que leva o selo de qualidade e o aval de instituições do governo paranaense ao lado de empresas privadas.
O ministro ouviu o presidente da Associação Paranaense de Cafeicultores (Apac) Ricardo Strenger, sobre o empenho do Paraná em fazer um bom café. A Apac defende uma política de mercado que leve em conta a qualidade do café e que o produtor tenha o retorno do seu esforço e investimento. ‘‘O Paraná reduziu a quentidade de café mas cresceu em qualidade’’, disse o ministro, após ouvir o presidente da Apac.

mockup