Com a comemoração do Dia dos Namorados hoje muitas pessoas têm ido às lojas em busca de presentes para o(a) parceiro(a). Muitas vezes, na tentativa de agradar o presenteado, acabam optando pelo mais caro ou uma versão exclusiva de determinado produto, por exemplo, o que não é recomendável do ponto de vista financeiro. Neste caso, a melhor saída é optar pelo bom gosto e pela criatividade, comprando algo que esteja dentro das possibilidades financeiras de cada um.
''Independentemente dos gostos pessoais e do valor a ser gasto em presentes no Dia dos Namorados, o casal deve ter consciência de que é necessário poupar parte de sua renda para futuros gastos em conjunto. Se individualmente cada um já tinha o hábito de economizar e investir, a tarefa de unir esforços na busca de um objetivo único é facilitada'', destaca Marcos Crivelaro, professor PhD da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap) e da Faculdade Módulo. ''Caso contrário, a primeira etapa a vencer é iniciar a prática de guardar mensalmente pelo menos de 10% a 15% das receitas do casal e destiná-las a algum tipo de investimento'', complementa.
O especialista ressalta que independentemente dos gostos pessoais e do valor a ser gasto em presentes no Dia dos Namorados, o casal deve ter consciência de que é necessário poupar parte de sua renda para futuros gastos em conjunto. ''Se individualmente cada um já tinha o hábito de economizar e investir, a tarefa de unir esforços na busca de um objetivo único é facilitada''.
Segundo Crivelaro, se a data da união estiver próxima, a dica é evitar aplicações em ações, consideradas de alto risco. ''Prefira fundos de renda fixa ou fundos multimercados. Porém, se existir um horizonte acima de dois anos, invista até 30% das aplicações em ações, para atingir mais rapidamente o
montante desejado'', orienta. Isso se o cenário atual da economia brasileira permanecer nos mesmos patamares.
Outro erro comum a muitos enamorados quando começam a pensar em montar uma vida juntos é acreditar que o melhor é aproveitar o dinheiro que sobra para comprar eletrodomésticos e utensílios para a casa. Crivelaro aconselha que se a data do casamento ou da mudança de endereço estiver distante, esta pode ser uma estratégia ainda mais arriscada, principalmente levando-se em conta a perda do prazo de garantia do produto.
''É mais vantajoso destinar as economias para aplicações financeiras até atingir um valor expressivo que permita pechinchar em diversas lojas a aquisição de todos os itens que serão necessários para montar uma residência.'' Compras de grande valor permitem aos gerentes das lojas oferecerem um desconto de até 20%, o que torna o pagamento à vista muito mais vantajoso do que um financiamento.

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