Namibianos divulgam porto alternativo a exportadores
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quinta-feira, 11 de abril de 2013
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Divulgar o Porto de Namíbia como alternativa para os exportadores brasileiros e conhecer projetos habitacionais foram os principais objetivos da visita que os namibianos Johny Smith e Elias Mwenyo iniciaram ontem a Londrina e região. De manhã, eles assistiram a uma apresentação sobre o programa Minha Casa Minha Vida na sede da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep). E, à tarde, foram a 53ª ExpoLondrina.
Mwenyou explicou que o porto de seu país, cuja população é de apenas 2 milhões de pessoas, é uma empresa público-privada, que vem crescendo muito desde que a Namíbia tornou-se independente da África do Sul, em 1990. Ele contou que a movimentação de contêineres no local saltou de 20 mil em 2000 para 377 mil no ano passado, ou seja, cresceu mais de 18 vezes.
"Somos o porto mais eficiente da África, recebemos muitas produtos dos Estados Unidos, uma rota marítima que leva 27 dias. Queremos estreitar os laços com o Brasil, cuja viagem é de apenas sete dias", afirmou. As transações entre Brasil e Namíbia atualmente se dão pelo Porto de Santos. E agora eles buscam uma aproximação com Paranaguá.
Os principais produtos brasileiros que passam pelo porto de Namíbia são móveis, óleo de soja, frango e carne. "Temos um potencial muito grande para aumentar esta pauta", disse Mwenyou.
Ele explicou que os portos de Luanda (Angola), da Cidade do Cabo e Durban (África do Sul) são seus principais concorrentes. E que tentará "vender" aos empresários brasileiros a ideia de que é mais vantajoso usar o Porto de Namíbia por quatro motivos: segurança (o país não enfrenta crises políticas); agilidade no desembaraços dos produtos; melhor infraestrutura; e ambiente mais favorável aos negócios. "Queremos ser a porta de entrada para os produtos brasileiros na África", disse.
Sobre os projetos habitacionais, o representante da Namíbia afirmou que seu país e os vizinhos dispõem de pouca infraestrutura nesta área e que o Brasil pode ser um "provedor interessante".
O vice-presidente da Agência de Desenvolvimento Terra Roxa, Fernando Kireeff, está acompanhando os africanos. Ele os levará hoje à Prefeitura e também a empresas da região. "Identificamos os potenciais parceiros para eles em empresas que mantêm relacionamento com o Sul da África", disse Kireeff.


