A Name Ingá - permissionária da Estação Aduaneira do Interior (Eadi) de Maringá - já tentou evitar a licitação do porto seco de Londrina com uma ação administrativa. Mas a Receita Federal indeferiu a ação. O empresário Sílvio Name, proprietário da Name Ingá, não quer falar sobre o assunto. Hoje, empresas londrinenses são as maiores usuárias da Eadi de Maringá.
Do ramo de acumuladores, o empresário Maurício Garcia Cid, da Reifor de Londrina, afirma que hoje 80% das importações da empresa são desembaraçadas na Eadi de Maringá. Os 20% restantes passam pelo porto de Santos porque são mercadorias que exigem maior rapidez. Segundo Garcia Cid, se Londrina tivesse seu próprio porto seco, todo o serviço de Maringá seria transferido para Londrina. ‘‘Para mim, seria muito mais fácil’’.
O empresário João Jabur, que importa pneus e câmaras de ar, afirma que o serviço feito hoje em Maringá seria dividido com a Eadi de Londrina. ‘‘O ideal, para mim, seria ter uma Eadi em cada cidade onde tenho uma loja’’, diz Jabur. De acordo com ele, as importações para Presidente Prudente e São José do Rio Preto, por exemplo, continuariam sendo feitas via Maringá. Já para Ribeirão Preto, Bauru, São Paulo, Belo Horizonte, Londrina seria o mais indicado. ‘‘É uma questão de logística. Com moeda estabilizada, quanto menos a mercadoria passear, menor é o custo’’.
O diretor de suprimentos e logística da Cacique Café Solúvel, Antônio Galon, afirma que a empresa não utiliza a Eadi de Maringá porque não há contêineres vazios para que o café a ser exportado seja levado para Santos. ‘‘Fica mais barato transportar de caminhão’’, explica. Segundo Galon, a Cacique só usaria o serviço de um porto seco em Londrina se esse problema fosse resolvido. ‘‘O administrador teria que fazer convênio para que os armadores dos portos mantivessem um pátio por aqui com contêineres vazios’’.(CP)

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