Naji Nahas depõe no Rio e ameaça com processos
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segunda-feira, 27 de outubro de 1997
Agência Estado Rio de Janeiro 
Raimundo Valentim/Agência Estado
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Frente ao juizNahas chega à 25ª Vara Federal para depor e diz que é vítima de complôO investidor Naji Nahas ameaçou ontem processar o presidente em exercício da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), Eduardo da Rocha Azevedo, e as direções da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Bolsa de de Valores do Rio de Janeiro (BVRJ). Condenado a 24 anos e oito meses de prisão por crime contra a economia popular e crime do colarinho branco, Nahas apresentou-se no Rio ao juiz da 25ª Vara Federal, Guilherme Calmon da Gama, e garantiu o direito de liberdade até o julgamento de seu pedido de habeas-corpus, no Tribunal Regional Federal (TRF).
À saída do prédio da Justiça Federal, ele se disse vítima de uma espécie de complô. Os interesses hoje da CVM, do Eduardo e da Bolsa do Rio são convergentes, disse Nahas. Pode haver aí um processo de perdas e danos que pode custar muito caro a eles, ameaçou.
No pedido de habeas-corpus, que deve ser julgado dentro de um mês pelo TRF, o advogado de Nahas, Voltaire Gaspar, pede a cassação da sentença do juiz Guilherme da Gama, anulando-se o feito. Caso seja deferido na íntegra, o habeas-corpus suspenderá a condenação, abrindo novo processo.
No TRF, a informação é de que, em alguns casos há a possibilidade de o requerente obter aprovação apenas em parte de seu pedido. O pedido de anulação da sentença está sendo baseado na alegação de que a perícia contábil da CVM, uma das principais peças do processo, não tem a isenção necessária. O advogado pede a realização de uma nova perícia.


