Tasso Marcelo/AE
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A defesaO advogado do investidor Naji Nahas, Voltaire Gaspar, é assediado por repórteres: ‘‘injustiça’’ O investidor financeiro Naji Nahas, condenado a 24 anos e oito meses de prisão, deverá apresentar-se à Justiça assim que o Tribunal Regional Federal (TRF) julgar o pedido de habeas-corpus para que ele possa recorrer da condenação em liberdade. A afirmação é do advogado de Nahas, Voltaire Gaspar, que deu entrada no recurso no TRF.
Segundo Gaspar, mesmo que a decisão do TRF seja contrária ao investidor, Nahas vai se apresentar à Justiça. ‘‘Ele (Nahas) não irá querer ficar com essa pena de 24 anos podendo recorrer’’. O juiz da 25ª Vara Federal, Guilherme da Gama, que condenou Nahas, determinou na sentença que ele só poderia recorrer caso estivesse preso.
Apesar da Polícia Federal estar à procura do investidor e do seu paradeiro ser desconhecido, o advogado diz que Nahas não é um foragido. O próprio Gaspar, entretanto, disse não saber onde o seu cliente está no momento. Segundo ele, não se apresentar à Justiça é um direito que Nahas tem. ‘‘Entramos com o recurso, ele vai se apresentar para ficar preso?’’, questionou o advogado.
Ele informou que ainda ontem iria manter um contato com o investidor. ‘‘Nahas irá me telefonar hoje às 19 horas’’. O advogado informou que a conversa foi programada por um dos assessores de Nahas, que está em contato com o investidor. O advogado não negou a possibilidade de Nahas estar no exterior. ‘‘Ele não está foragido, compareceu a todas as audiências durante os nove anos do processo’’.
Gaspar acredita que o TRF do Rio deverá julgar seu pedido de habeas-corpus em quatro dias. Até o fim da tarde de ontem o pedido de Gaspar ainda não havia sido distribuído para o desembargador que julgará se concede ou não liminar suspendendo provisoriamente a prisão.
Gaspar disse que o investidor ficou surpreso com a sentença e que se sente ‘‘injustiçado’’ com a decisão. ‘‘Ele recebeu uma pena igual à de um sequestrador’’, disse. Segundo o advogado, este sentimento foi manifestado em uma conversa que ele e Nahas teriam tido pelo telefone, na última sexta-feira, quando o investidor tomou ciência da sentença.
De acordo com o advogado, o pedido de habeas-corpus é baseado nos ‘‘bons antecedentes’’ de seu cliente, que, segundo ele, ‘‘tem família no Brasil, emprega várias pessoas e é brasileiro’’. O advogado protestou ainda contra o fato de seu cliente ser o único entre os oito condenados que, pela sentença judicial, não poderia recorrer em liberdade. ‘‘Isso é uma discriminação’’, reclamou.

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