Mais do que usar álcool, a população deve se preocupar em lavar as mãos com frequência - e corretamente - para evitar a disseminação do vírus da gripe. ''Nada substitui a água e o sabão. É um procedimento barato e eficaz'', defende a pediatra infectologista Jaqueline Dario Capobiango. Ela ressalta que o álcool a 70 graus é indicado para desinfectar as mãos, mas deve ser usado somente em locais onde não tem pia e torneira. Ou então, depois de lavar as mãos em água corrente.
''O álcool gel (a 70 graus) sempre foi uma recomendação dentro dos hospitais para evitar a disseminação de bactérias. E isso acabou se estendendo também para fora dos ambientes hospitalares. É eficaz, mas não descarta a água e o sabão'', reforça a infectologista. ''Os antissépticos em geral não atuam em matéria orgânica. Portanto, para retirar a sujidade e os resíduos, a água é necessária. Com a nova gripe, criou-se uma falsa ideia de que mão suja se resolve com álcool''.
Segundo Jaqueline, pode-se usar qualquer tipo de sabão ou sabonete desde que sejam líquidos (os produtos em barra são meios de cultura de bactérias). Para enxugar, é indicado papel toalha. A médica observa que o surgimento da gripe A pede maior atenção aos hábitos no dia a dia.
Além da higienização das mãos e dos cuidados ao tossir e espirrar, a aproximação e os cumprimentos em nível social devem ser evitados. Outra recomendação é o lenço de papel. ''É melhor gastar em lenço de papel do que em álcool. Espirrou, usou o lenço, jogou no lixo'', destaca. (G.M.)

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