'Nada em exagero e um pouquinho de tudo'
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sexta-feira, 23 de dezembro de 2016
Magaléa Mazziotti<br>Reportagem Local 
O tempo encarado como um recurso limitado e consumido diariamente por cada pessoa em busca de algo menos precioso, o dinheiro, uma vez que a prerrogativa para gastá-lo é deter tempo, encontra respaldo na ciência, tanto nas diversas engenharias quanto na economia e administração. E já é uma realidade em diversos negócios que estão se desenvolvendo a partir dos princípios da economia colaborativa, na qual a cadeia de valor relaciona recursos diferentes da moeda, sendo a troca de tempo por tempo uma realidade em diversos tipos de redes de compartilhamento.
Exemplo disso é a plataforma Bliive, desenvolvida pela paranaense Lorrana Scarpioni, em que milhares de usuários de dezenas de países trocam tempo por tempo na forma de serviços. "Esses novos negócios estão impactando todos os outros, principalmente no que envolve soluções para otimizar os recursos profissionais e pessoais. Isso está revolucionando processos internos de otimização de tempos e compartilhamento de informações nas organizações", destaca o doutor em processos de posicionamento estratégico de empresas sociais, multiplicador do Sistema B no Brasil e professor da FAE Centro Universitário, Paulo Cruz Filho.
"Nessa busca por ser mais produtivo e valorizar o seu tempo, não se pode esquecer de otimizar os seus recursos profissionais e pessoais e não renegar o tempo de pausa, de meditação, ou seja, de usar de 5 a 15 minutos para o não pensar. Ninguém vai brigar por isso e dessa pausa que vêm os insights e estratégias", explica. "Nada em exagero e um pouquinho de tudo", arremata o especialista, defendendo que essa é a síntese da geração de riqueza com a máxima valorização do tempo de cada um. (M.M.)


