SÃO PAUO -Em meio a um cenário de crescente competitividade entre os EUA e a China, o dirigente chinês, Xi Jinping, aceitou o convite do americano Joe Biden e confirmou presença na Cúpula do Clima, marcando a primeira reunião entre os dois líderes desde que o democrata assumiu a Casa Branca.

Imagem ilustrativa da imagem Na véspera da Cúpula do Clima, Xi aceita convite de Biden e confirma presença
| Foto: Greg Baker/ AFP

Biden convidou 40 das principais lideranças mundiais para participar do encontro virtual e Xi dará sua contribuição ao evento por meio de um vídeo e fará um "discurso importante", segundo comunicado do Ministério das Relações Exteriores chinês.

China e EUA lideram a lista dos principais emissores de gases causadores do efeito estufa, de modo que um entendimento entre os dois países é crucial para o sucesso dos esforços internacionais para a redução de emissões de carbono.

A participação do dirigente chinês, no entanto, ainda era incerta devido a uma persistente série de conflitos de interesses com os americanos. Washington tem feito, por exemplo, duras críticas à política de Pequim em relação aos direitos humanos, às liberdades individuais e à influência econômica sobre outras nações.

No mês passado, diplomatas americanos e chineses se encontraram no Alasca para debater itens da disputa geopolítica central do século 21. Foram as primeiras conversas entre membros do alto escalão de cada governo, mas o encontro não rendeu avanços.

De um lado, os americanos acusaram a China de ameaçar a estabilidade global; do outro, os chineses disseram que os EUA precisam abandonar a "mentalidade de Guerra Fria" e parar de interferir em problemas internos de outros países.

A expectativa é que, durante a Cúpula do Clima, esses interesses divergentes possam ser colocados, tanto quanto possível, à parte, em nome de um objetivo comum de combate às mudanças climáticas.

Na semana passada, ambos os países deram sinais da disposição para o diálogo, ao menos nesse aspecto. Após visita do enviado americano para o clima, John Kerry, a Xangai, onde ele se reuniu com Xie Zhenhua, seu homólogo chinês, as duas nações se comprometeram a "cooperar bilateralmente e com outros países para enfrentar a crise do clima".

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