O desemprego na União Européia atingiu, no mês de fevereiro, o patamar mais baixo dos últimos cinco anos, segundo levantamento do Eurostat, entidade ligada à Comissão Européia que consolida os dados econômicos e sociais dos países-membros. Em média, o desemprego foi de 10,3% da população ativa. Dez países possuem taxas inferiores a esse patamar, com destaque para Luxemburgo (3,4%) e Áustria (4,4%).
No outro extremo vêm Espanha (20%) e Finlândia (12,5%). As maiores quedas foram observadas na Dinamarca (de 5,9%, em janeiro, para 5,5%) e na Suécia (de 9,4% para 9%). O levantamento não inclui Itália, Holanda e Grécia. Ao mesmo tempo em que ocorre essa melhoria, os governos da região procuram jovens. Em novembro do ano passado, durante encontro da UE realizado em Luxemburgo, os países-membros elegeram esse tema como a principal prioridade.
Na semana passada, foi firmado um compromisso de, até o final de abril, os governos apresentarem planos de combate ao desemprego à Comissão Européia. Alguns, além da França, já possuem experiências em andamento. No Reino Unido, por exemplo, o governo trabalhista de Tony Blair lançou um programa de subsídios à criação de postos de trabalho para jovens entre 18 e 24 anos em empresas privadas.
O programa, que estava funcionando de modo experimental em 12 regiões do Reino Unido desde janeiro e foi estendido a todo o país na semana passada, terá um orçamento de US$ 6 bilhões. Em fevereiro, o desemprego no Reino Unido atingiu 6,6% da população ativa. Já o governo socialista de Portugal anunciou no início da semana que vai gastar cerca de US$ 1,1 bilhão em programas dirigidos a trabalhadores mais jovens que ainda não ingressaram no mercado de trabalho.

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