Curitiba - O advogado Ricardo Rocha Pereira disse que irá entrar com representação judicial contra Masaru Sugai, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária e membro do Conesa. ''Na hora da votação, ele disse que não havia sido isolado vírus da aftosa, mas mesmo assim foi a favor do sacrifício. No Código de Ética da Medicina Veterinária, consta que o profissional da área não pode recomendar o sacrifício de animais sadios'', alegou Pereira.
Sugai disse que o advogado ''precisa conhecer melhor'' o Código de Ética da Medicina Veterinária. ''O código proíbe a eutanásia. Sacrifício sanitário não é eutanásia. No caso (da Fazenda Cachoeira), trata-se de uma situação de doença infecto-contagiosa de notificação obrigatória e que representa risco sanitário. O sacrifício sanitário é um procedimento previsto nas normas da OIE'', afirmou o veterinário.
O presidente da Sociedade Rural do Paraná, Édson Neme Ruiz, solicitou que na reunião de ontem do Conesa também fosse discutida a situação dos animais de 10 fazendas paranaenses sob suspeita de aftosa. Mas o secretário de Agricultura, Orlando Pessuti, que preside o Conselho, argumentou que o assunto não estava na pauta da reunião e indeferiu o pedido. (F.G.)

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