De acordo com o Dieese, em média, a alta da cesta em 2001 foi inferior ao aumento do salário mínimo, em comparação com o ano anterior. Assim se um brasileiro precisava trabalhar 148 horas e 35 minutos em dezembro de 2000 para adquirir uma cesta, em dezembro do ano passado ele precisava trabalhar 139 horas e 7 minutos.
Em dezembro, o preço da cesta teve aumento em 11 das 16 capitais pesquisadas pela entidade. A cesta mais barata podia ser comprada em Salvador, ao custo de R$ 96,57. A mais cara era a de Porto Alegre, que custava no mês passado R$ 131,12. Na capital paulista, o custo da cesta em dezembro era de R$ 128,60.
O Dieese constatou ainda que a relação entre o salário mínimo e a cesta básica em 2001 na cidade de São Paulo é a melhor dos últimos anos. Em 1989, o valor pago por um trabalhador pelos itens básicos da cesta equivalia a 77,88% do salário mínimo da época. Essa proporção chegou a superar os 100% em 1994 e foi caindo gradativamente nos anos seguintes. Em 2001, essa proporção ficou em 73,51%.
Ao longo do ano passado, os principais produtos que acumularam alta na foram óleo de soja (49,02%), arroz (41,77%), farinha de trigo (26%) e feijão (21,15%).

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