Em parceria com a Embrapa Solos, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) lançou em agosto o Mapa dos Solos do Brasil, que identifica e cartografa os diferentes tipos de solos encontrados no País. De acordo com o mapa, os solos mais ricos do Brasil, segundo sua utilização, são os nitossolos vermelhos (antigas terras roxas). Trata-se de terrenos de idade intermediária, originários de rochas básicas que, ao se decomporem, liberam nutrientes que originam solos ricos principalmente em cálcio, magnésio e potássio.
Encontrados em regiões restritas do interior de São Paulo, nos estados da região Sul, no centro do Pará e na divisa de estados entre Maranhão e Tocantins, os nitossolos representam cerca de 1% do território nacional (aproximadamente 9,23 milhões de hectares).
Já o Centro-Oeste apresenta os latossolos, que permitem uma boa mecanização para a realização eficiente de operações desde o preparo de solo até a colheita. Foi justamente o tipo de solo que, somado a outras características, permitiu transformar o Centro-Oeste no principal produtor brasileiro de soja.
Os latossolos são pobres em nutrientes, mas têm qualidades como pouca tendência à erosão e boa estrutura, o que permite a penetração das raízes e da água. Assim, o uso de latossolos demanda correção com nutrientes, mas o plantio compensa economicamente graças à mecanização permitida pelo relevo suave ao qual geralmente está associado.

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