Na região de Maringá, milho safrinha já está comprometido
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sábado, 27 de abril de 2002
Marta Medeiros Equipe da Folha 
Pelo menos 30% da safra de milho da região de Maringá estão comprometidos pela seca. São 150 mil hectares da lavoura, cuja estimativa de produção inicial era de mais de 462 mil toneladas. Em todo o Estado, são 982 mil hectares que poderiam colher 3,3 milhões de toneladas de milho. Técnicos acreditam que se não chover até o dia 10 de maio, a safrinha pode caminhar para uma perda total. A seca também está provocando problemas no plantio da safra de inverno. Apenas 10% da área de 55 mil hectares reservados para o trigo na região foram cultivados.
Parte da lavoura do milho safrinha está na fase da floração. Há mais de 30 dias que não chove em Maringá. Em algumas regiões, a seca dura quase dois meses. A grande maioria dos produtores não tem seguro e utilizou recursos da colheita da safra de verão ou comprometeu a venda do milho para pagar financiamentos do plantio. Na safra passada, o milho de inverno paranaense representou 49% da produção nacional.
Segundo o chefe da regional da Emater, Romualdo Faccin, a situação é crítica desde o ínicio da safra quando os produtores perderam a época ideal e consequentemente a garantia de seguro. O plantio do milho safrinha deveria ter sido até 10 de março, mas entre o final do mês e início de abril, ainda tinha muitos produtores começando a lavoura. Se chover nos próximas dias, a situação pode melhorar, mas as perdas na produtividade não se recuperam mais, afirma Faccin.
Ele diz que as consequências da perda no milho safrinha serão sentidas pelos criadores de frango e suínos. Com a redução da safra, a cadeia produtiva do Estado se desequilibra e os preços aumentam prejudicando produtores que dependem da safrinha, afirma o chefe da Emater.


