Na região de Londrina, que compreende 63 municípios, 41 empresas serão investigadas, das quais 12 serão intimadas ainda nesta semana. Em princípio, somente estas 12 empresas apresentam distorções de cerca de R$ 45 milhões, o que ainda pode levar a aplicações de multas de cerca de R$ 20 milhões. O valor total que a fiscalização poderá resgatar ainda não foi calculado.
Esta operação faz parte da Estratégia Nacional de Ação Fiscal (Enaf) para este ano e também engloba fiscalização contra IRPF e IRPJ com indícios de movimentação financeira incompatível com as receitas declaradas. Somente neste caso serão investigados 90 contribuintes da região. Segundo o delegado-adjunto da delegacia da Receita de Londrina David Oliveira, neste caso, foram cruzadas informações prestadas nas declarações de imposto de renda e de imposto de renda retido na fonte com a declaração para Fundo de Garantia por Tempo de Serviço e para a Previdência (GFIP).
''Estas empresas declararam um valor para recolher o imposto de renda pessoa física mas não prestaram as mesmas informações na guia para recolhimento da Previdência'', comenta Oliveira. Ele acrescenta que, em outros casos, a empresa fez pagamento a profissionais autônomos por serviços prestados, retiveram o imposto mas não recolheram à Previdência. A maioria dos investigados é de Londrina e há representantes de todos os setores: indústria, comércio e prestadores de serviços.
A sua orientação para as empresas que apresentam grandes distorções é retificar as suas declarações porque, neste caso, o imposto devido pode ser pago de forma parcelada e também não há aplicação de multa e comunicação de eventual crime ao Ministério Público Federal (MPF). O delegado-adjunto acrescenta que se for constatado alguma irregularidade há crime de sonegação fiscal previdenciária e o caso é comunicado ao MPF.

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