A banana está entre os quatro alimentos mais produzidos e consumidos no mundo, ao lado do trigo, arroz e milho, segundo o engenheiro agrônomo Paulo Andrade, da Secretaria Estadual de Agricultura e Abastecimento. Em algumas culturas, como nos países africanos de Uganda e Congo, a banana é a base da alimentação, com consumo anual de 200 quilos por habitante - mais de meio quilo por dia. No Brasil, o consumo é de cerca de 30 quilos por habitante por ano.
A produção mundial de bananas gira em torno de 70 milhões de toneladas. O Brasil é o segundo maior produtor, perdendo apenas para a Índia. Aqui, as bananeiras ocupam mais de 500 mil hectares e rendem cerca de 7 milhões de toneladas da fruta.
Existem mais de 100 variedades de bananas, mas as mais conhecidas são a nanica (caturra), prata, banana-maçã, banana-ouro e a banana-da-terra, que só pode ser consumida assada, frita ou cozida. Quem conta a diferença entre as variedades é Cirlei Rodrigues, dona de uma banca de frutas no Mercado Municipal de Curitiba. ''A prata é a que mais vende, é boa para comer pura. A caturra é mais doce, mas não tão digestiva, e é usada para flambar, fazer torta, vitaminas. Já a maçã é indicada para o consumo de bebês e idosos'', diz ela, que vende cerca de 150 quilos de banana semanalmente.
E a fruta tem espaço garantido na sacola dos fregueses do mercado. A bancária Fabiana Quirino conta que come banana pelo menos três vezes por semana no café da manhã. ''Além de saborosa, é boa para a saúde. Sei que o potássio evita câimbras'', diz, contando que a fruta também foi indicação médica quando estava grávida. A cabeleireira Rose Kuntze, casada e dois filhos, também compra cerca de 2 kg por semana, que são consumidos amassados com aveia e junto com a refeição. ''Toda a família gosta muito de banana. É uma fruta boa e barata'', complementa. (M.G.)

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