O arroz é um dos principais pratos da mesa do brasileiro. É hábito da população consumir o grão todos os dias. Segundo a nutricionista Clísea Carreira, professora da Unifil, o arroz é uma fonte de carboidrato que gera calorias. Em sua composição são encontrados sais minerais, proteínas e vitaminas. No entanto, segundo ela, o seu consumo só é interessante à sa© úde se for feito juntamente com o feijão.
A combinação tipicamente brasileira forma um aminoácido completo, de médio valor biológico, que é muito bom para a saúde. ''O Brasil só não tem mais casos de desnutrição por causa do consumo do arroz e do feijão'', salienta Clísea. As proteínas de maior valor biológico são encontradas na carne. As de médio valor biológico podem ser encontradas na soja.
Quando é feita a ingestão de arroz e feijão, o aminoácido que se forma tem valor semelhante ao da soja. Se os grãos forem consumidos separadamente, apresentam baixo valor biológico. ''Se a refeição tiver arroz, feijão e ovo fica completa'', salienta a nutricionista.
Basicamente, são três tipos de arroz: polido, parboilizado e integral. O primeiro é totalmente processado; o segundo há menos perdas de nutrientes durante o seu processo; e o integral tem mais nutrientes como fibras, vitaminas e minerais. ''Quanto mais processado o produto, há mais perdas de nutrientes'', salienta Clísea.
Na composição do arroz cru polido e integral há praticamente as mesmas quantidades de calorias e proteínas. A diferença está na fibra, que o integral tem 0,8 gramas a cada 100 gramas do produto, enquanto a quantidade de fibras do polido é insignificante. No entanto, quando o arroz é cozido, as proteínas desnaturam e a quantidade que era de 7,2 gramas nos dois tipos cai para 2 gramas. O valor calórico também cai de 364 para 109. ''Se o arroz não for misturado ao feijão não há um bom valor nutricional'', comenta.
Substituições - A quantidade que cada pessoa deve comer de arroz e feijão é variável, dependendo da idade, do sexo e das atividades físicas praticadas. Se a pessoa come carne e toma leite todos os dias também não há necessidade da ingestão diária de arroz e feijão. ''O consumo do arroz e feijão é mais barato e, por isso, a mistura deve ser estimulada, principalmente, entre a população de baixa renda'', frisa. (F.M.)

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