Na meia idade, é melhor investir em fundos
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quinta-feira, 17 de julho de 2008
Edson Pereira Filho<br>Reportagem da Local 
A partir dos 50 anos os problemas com saúde financeira e física são frequentes. Ter um bom plano de saúde e ativos (ações, poupanças, imóveis, fundos) para vender e transformar rapidamente em dinheiro (alta liquidez) é a recomendação de especialistas.
Exemplo: um personagem tem 50 anos, com casa própria, dois filhos e espos quer se aposentar aos 65 anos com um bom dinheiro no bolso. Especialistas indicam para este tipo de investidor fundos de renda fixa, devido a alta liquidez e segurança.
''O mais indicado para este perfil de investidor são os fundos de renda fixa, ou, no máximo, o fundo de multimercados, aplicando neste último moderadamente'', declara Hélio Augusto Lot, economista e corretor na Bolsa de Valores. Ele pondera que, antes mesmo de todos estes investimentos, a pessoa de 50 anos deve poupar seis meses o equivalente ao que ela gastaria para se sustentar neste período. Outra orientação, só invista na Bolsa de Valores quando os papéis (ações) estiverem em baixa.
Investir em fundos de multimercados significa uma ''pizza'' de investimentos - aplicações em câmbio, na bolsa de valores, em ouro, em papéis do governo entre outros. Estes investimentos são feitos por um gestor de uma corretora. O site da www.bolsadevalores.com.br relaciona as corretoras e as taxas que elas cobram para aplicar o montante determinador pelo investidor nesta ''pizza''.
''O investidor não precisa se preocupar, o gestor (administrador) da corretora escolherá os melhores investimentos'', explica Lot, ao detalhar que, neste caso, o investidor só tem que determinar o montante a ser investido.
Para ter uma quantia de R$ 500 mil num fundo de renda fixa aos 65, Lot recomenda que o investidor de 50 anos poupe R$ 1 mil por mês. Os fundos estão rendendo em média 12% de dividendos (lucro) ao ano, ao contrário da poupança tradicional, que não chega a 6%. Com o percentual médio de 12% ao ano, o investidor atingirá em 15 anos cerca de meio milhão de reais. A poupança, no mesmo período citado, não ultraprassaria R$ 250 mil.
Com depósitos mensais R$ 500 o fundo de renda fixa renderia ao final de 15 anos R$ 250 mil e, se fosse depositado na poupança, R$ 146 mil. Com R$ 300 mensais, depois de 15 anos, R$ 150 mil e R$ 87 mil, respectivamente.
Desempregado aos 60
Perguntado o que uma pessoa que perde o emprego aos 60 anos deve fazer, Lot lembra que a poupança feita no fundo pode ajudar na sobrevivência pessoal por um determinado período. ''Não há muito o que fazer, o aposentado vai gastar suas reservas do fundo'', declara Lot, informando que, caso haja como encaminhar a aposentadoria, o dinheiro mensal pode aumentar o período da reserva no fundo de renda fixa, sendo retirada em situações de extrema necessidade.
Negócio próprio
Abrir um negócio próprio é considerado de alto risco para uma pessoa de 60 anos, segundo Lot, em caso de desemprego. Ele citou como exemplo os dekasseguis, que juntaram dinheiro no Japão e voltaram para o Brasil. ''Temos exemplos de muitos dekasseguis que vieram para o Brasil com dinheiro, reserva financeira e realmente não tiveram sucesso no seu próprio negócio. Abrir o próprio negócio tem um alto risco, é preciso que a pessoa tenha um profundo conhecimento prévio sobre o negócio que pretende abrir''.


