São Paulo Depois de dois fechamentos estáveis, o dólar voltou a avançar, ontem, e fechou a R$ 3,605 para venda e R$ 3,60 para compra uma alta de 0,61% que, embora moderada, fez a moeda registrar a maior cotação do mês na expectativa por um posicionamento da ONU (Organização das Nações Unidas) quanto ao Iraque. Enquanto isso, o risco Brasil avança 1,61% para 1.323 pontos.
Segundo operadores, o mercado cambial passou o dia quase sem negócios. Os investidores se mantêm cautelosos ante o agitado quadro político internacional e as incertezas quanto a uma guerra entre EUA e Iraque e, com um acontecimento chave marcado para sexta-feira, a ordem é esperar até lá para fechar negócio.
Os EUA, que acusam o Iraque de manter armas de destruição em massa e defendem uma ação militar para reprimir o país, não têm conseguido obter o apoio esperado junto ao organismo internacional. Nesta semana, França, Alemanha, Rússia e China todos, com exceção da Alemanha, países com poder de vetar uma ação militar no Conselho de Segurança da ONU firmaram uma aliança antiguerra.
Sem negócios no mercado, cada operação ganha peso sobre a cotação. O início da manhã, quando a alta do dólar foi mais forte, foi marcado pela compra de moeda por uma empresa. Já no início da tarde, a Vale do Rio Doce teria vendido cerca de US$ 200 milhões no mercado, amenizando a alta, informaram operadores.
Também influiu nos negócios do dia o vencimento de uma dívida cambial de US$ 2,5 bilhões amanhã. Embora o Banco Central tenha renovado todo o vencimento, os contratos cambiais e títulos que vencem amanhã serão liquidados independente das novas operações a serem abertas. Os contratos de ''swap cambial'' não são resgatados, mas apenas ajustados de acordo com a variação dos juros e do dólar no período. Entretanto, os títulos cambiais, que respondem por boa parte do vencimento, serão resgatados e, quanto mais alto estiver o dólar, mais os investidores lucrarão.
Bolsa - As ações do setor de siderurgia - principal recomendação dos analistas para uma ''carteira de guerra'' - foram o destaque do pregão de ontem, dominado pela apatia, que terminou com o Ibovespa estável, aos 10.509 pontos.
A ação preferencial da Gerdau liderou o ranking de valorização. Subiu 5,3%, para R$ 31,50 o lote de mil. Já Acesita PN ganhou 4%, para R$ 1,02 o lote de mil. Foi a terceira maior alta. Em seguida, aparece o papel PN da CST (Companhia Siderúrgica de Tubaração), que avançou 3,8%, para R$ 43,46 o lote de mil.
O volume financeiro da Bovespa somou R$ 776,9 milhões, sendo que R$ 118,9 milhões foram referentes ao exercício de opções dos contratos de Ibovespa.
''O vencimento do Ibovespa futuro foi fraco. Não mexeu muito com os negócios. O mercado está à espera de novidades sobre a guerra'', diz o operador da corretora RMC, William Celso Scarparo.

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