Na lavoura, preço não pára de cair feijão não pára de cair
Vânia Casado
De Curitiba
Os produtores de feijão da região Sul do Paraná estão preocupados com o preço do produto que não pára de cair. Ontem o preço da saca de feijão carioca despencou para R$ 15,00 a saca de 60 quilos na região de Irati. Essa cotação corresponde a R$ 0,25 o quilo para o produtor. Na média do Estado o feijão de cor está cotado a R$ 20,28 a saca e o feijão preto R$ 20,35, valores que não cobrem o custo de produção.
O motivo de tanta queda continua sendo o excesso de oferta do produto. Agora está entrando a segunda safra no mercado, aumentando ainda mais a oferta e o consumo está estagnado e não reage. Os produtores querem saber o que vai acontecer com a atividade daqui para frente, já que não existem perspectivas de reação nos preços, pelo menos a curto prazo.
Apesar da redução de área de 50%, serão colhidas 101 mil toneladas de feijão da segunda safra, uma produção considerada ótima em função do clima que ajudou a cultura, informou o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Deral). O reflexo da boa safra é o preço que está caindo ainda mais, disse a técnica Vera Zardo.
O produtor de feijão vem de três safras frustradas e acumulando prejuízos. Na safra das águas do ano passado perdeu 25% da produção, na segunda safra, perdeu mais 30% e na atual safra das águas, perdeu 20%. Para agravar a situação, a safra que não registrou quebra de produção, o preço despencou superando qualquer expectativa de comercialização.





