O Paraná espera duplicar, este ano, suas exportações de carne bovina (no ano passado foram exportadas 89 mil toneladas ou US$ 105 milhões) e, com isso, gerar mais empregos, recolher mais impostos, enfim aumentar a distribuição de riquezas. Mas se, de repente, ocorrer um único foco de aftosa, o Estado pode perder essa receita.
Conscientes deste risco e determinados a colaborar com a campanha de vacinação em maio, cerca de 5 mil produtores e técnicos de várias regiões participaram esta semana dos fóruns regionais de lançamento da campanha realizados em sete municípios pela Secretaria da Agricultura, Faep, Conesa, sindicatos rurais, Senar, Ocepar e outras entidades envolvidas.
Ontem, foi a vez de Londrina e Ivaiporã sediarem o evento. Cerca de 1.500 pessoas, nas duas cidades, ouviram o secretário estadual da Agricultura, Orlando Pessuti, e o presidente da Faep, Ágide Meneguette, e outros técnicos. O foco das palestras foram as vantagens econômicas de uma carne de qualidade.
''Mas não devemos perder de vista que o Paraguai está a um passo de nossas fronteiras e ainda existe o perigo no norte da Argentina'', disse Ágide Meneguette, referindo-se ao risco de contaminação. Há oito anos, o Paraná não registra caso da doença.
Tanto Pessuti como Ágide destacaram o nível de conscientização dos pecuaristas. A expectativa é vacinar 100% de rebanho de 9,8 mihões de cabeças. Ano passado, a imunização atingiu 98% mas o restante foi vacinado após o prazo da campanha.

mockup