Na contramão do País, arrecadação do PR sobe 6,3% em julho
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segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Victor Lopes <br>Reportagem Local 
A estratégia do governo federal em reduzir algumas alíquotas tributárias para fomentar o consumo e reativar a economia brasileira refletiu diretamente na redução da arrecadação de impostos e contribuições do mês de julho no País em 2,55% no comparativo ao mês anterior. O montante mensal arrecadado foi de R$ 87,947 bilhões, contra R$ 90,247 bilhões de junho. No acumulado do ano, a Receita Federal atingiu R$ 596,5 bilhões, uma alta real de 1,89%. Até o final do ano, a expectativa é de um crescimento de 3,5% a 4%.
Na contramão do País, a arrecadação no Paraná aumentou 6,3% no comparativo entre os dois meses. O mês de julho ficou com uma soma total de R$ 4,626 bilhões, sendo a arrecadação fazendária de R$ 3,442 bilhões e a previdênciária de R$ 1,184 bilhão. Em junho deste ano, o número girou em torno de R$ 4,352 bilhões.
Além disso, quando os valores dos estados do Paraná e Santa Catarina - que englobam a 9 Região Fiscal da Receita - são comparados com o ano passado, fica claro que a expectativa deste ano é de crescimento da arrecadação. Somando os dois estados, o valor da arrecadação fazendária ficou em R$ 7,696 bilhões, uma alta 11,3% frente aos R$ 6,912 bilhões de 2011. No acumulado dos sete primeiros meses, também fica confirmada a elevação nos estados: de R$ 47,124 bilhões para R$ 52,655 bilhões, ascensão de 11,7%.
Na balanço divulgado pela Receita Federal, é nítido que a queda na arrecadação nacional no mês de julho envolve algumas ações por parte do governo. Os entitulados ''efeitos negativos'' na captação dos recursos, englobam, entre diversos itens, a redução das alíquotas do Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) para a compra de automóveis e a prorrogação das desonerações para caminhões, materiais de construção civil, linha branca e outros produtos de informática.
Entretanto, a principal razão da queda da arrecadação em julho foi a redução de 52,5% no pagamento da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL) pelas empresas, que somou R$ 5,826 bilhões. Essa diminuição ocorreu porque em julho de 2011 houve o pagamento extraordinário de R$ 5,8 bilhões de valores atrasados devidos pelas mineradora Vale. Além disso, a lucratividade menor das empresas neste ano em relação a 2011 também contribuiu para tal redução.
Por outro lado, os ''efeitos positivos'', que auxiliaram na arrecadação, estão a redução gradual do benefício de alíquotas menores para montadoras, alteração dos encargos sobre bebidas, aumento de 9,1% da alíquota Cofins incidente na importação de calçados, confecções e móveis, entre outros pontos.
De acordo com o assistente da superintendência da 9 Região Fiscal da Receita, Vergílio Concetta, ainda é cedo para fazer uma estimativa de quanto o Estado poderá arrecadar até o final do ano, mas certamente o valor será superior a 2011. ''Pelo que vimos na arrecadação no primeiro semestre, podemos atingir a casa dos 10% de elevação. Até o mês de maio, crescemos acima da média nacional'', ressaltou ele. (Com Agência Estado)



