Na China, Temer quer assinar acordos de R$ 10 bilhões
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quinta-feira, 01 de setembro de 2016
Agência Estado 
Xangai A atração de investimentos chineses para projetos de infraestrutura no Brasil estará no centro da visita que o presidente Michel Temer realiza a partir de hoje à China, para participar do encontro do G-20. O assunto deverá ser abordado no encontro que ele terá com seu colega chinês, Xi Jinping, e em seminário que reunirá empresários dos dois países em Xangai.
No evento, serão assinados contratos de investimentos chineses de pelo menos R$ 10 bilhões no Brasil, em setores como logística e siderurgia. Também serão fechados acordos comerciais, entre os quais o que prevê a venda de aviões da Embraer a companhias aéreas chinesas.
A mensagem que Temer quer passar em sua primeira viagem após ser oficializado como presidente da República é a de que o período de instabilidade política no Brasil foi superado e que seu governo está tomando as medidas necessárias para ajustar a economia e dar segurança aos que coloquem capital em grandes projetos de infraestrutura.
Crise no Congresso
Mas o presidente, que desembarcaria na China no final da noite desta quinta-feira, no horário do Brasil, viajou sob o impacto de mais uma crise em sua base de apoio no Congresso, sem a qual não conseguirá aprovar o ajuste fiscal nem o novo modelo de concessões, dois dos principais elementos de sedução de potenciais investidores estrangeiros.
A manobra de parcela do PMDB para livrar a ex-presidente Dilma Rousseff da pena de perda dos direitos políticos irritou o PSDB e abalou o apoio do governo entre os parlamentares.
Principal articulador do acordo pró-Dilma, o presidente do Senado, Renan Calheiros, também faz parte da comitiva brasileira. Além dele, voaram no avião de Temer os ministros José Serra (Relações Exteriores) e Henrique Meirelles (Fazenda). Os titulares da Agricultura, Blairo Maggi, e dos Transportes, Maurício Quintella, já estão na China desde quinta.
Parcerias
Promovido pela Apex, o seminário empresarial deverá reunir cerca de 100 brasileiros e 250 chineses na manhã desta sexta-feira em Xangai. O evento será dividido em três painéis: cooperação em infraestrutura e logística, agronegócio e cooperação industrial.
Autoridades brasileiras ressaltam que, nos últimos anos, houve diversificação e aprofundamento dos investimentos chineses no País. Inicialmente concentrados no setor de commodities, eles passaram a abranger projetos industriais e se espalharam também para as atividades financeiras.


