Na cesta de compra, maionese, cerveja e leite condensado
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quinta-feira, 30 de junho de 2005
Da Redação 
Mais domicílios da população de baixa renda comprando e com um gasto médio maior. A afirmação foi constatada em uma pesquisa realizada em todo o Brasil que envolveu mais de 70 categorias dos setores de alimentos, higiene, limpeza e bebidas não-alcoólicas. De acordo com o levantamento, 1,5 milhão de famílias das classes D e E voltaram a comprar produtos mais sofisticados, tais como leite condensado, salgadinho, cerveja e maionese.
A pesquisa foi realizada pela LatinPanel - um dos maiores institutos de pesquisa de consumo domiciliar da América Latina - nos meses de outubro de 2004 e março de 2005. Além disso, foram utilizadas as séries históricas resultantes do acompanhamento do consumo mensal de 33 mil lares em municípios com mais de 10 mil habitantes, numa base amostral que representa 82% da população e 86% do potencial de consumo do país.
Esse movimento também foi verificado na classe C, contabilizando 1,4 milhão de novos lares compradores. Produtos como leite fermentado, requeijão, cremes e loções e petit suisse retornaram à cesta de consumo da classe média. ''Os dados mostram que o aumento da renda e o planejamento das compras impactaram no aumento do consumo de bens não-duráveis. A volta das classes CDE às compras é fundamental para as indústrias, uma vez que as três classes juntas representam 71% do consumo no país'', diz Ana Claudia Fioratti, diretora comercial da LatinPanel no Brasil e coordenadora do estudo.
O incremento de novas categorias na cesta de compras das classes CDE foi bem maior do que nas classes AB. Com a melhora econômica, as classes DE praticamente dobraram a quantidade de categorias adquiridas: saltaram de 28 para 49 (+75%). Na classe C esse fenômeno também pulou de 40 para 56 categorias (+40%). Já nas classes AB o movimento foi mais tímido: passou de 50 para 59 categorias (+18%).


