Curitiba - Comerciantes do centro da Capital estavam confiantes na alta da vendas na última manhã de compras, antes da tradicional entrega de presentes, durante a Ceia de Natal. Ontem, em Curitiba, o clima era de recuperação entre os lojistas, que ainda amargavam cerca de 20% de quebra nas expectativas de comercialização para o mês de dezembro.
O número de consumidores no calcadão da Rua XV de Novembro não lembrava a agitação do início da semana, mas algumas lojas estavam cheias e as promoções foram mantidas. A gerente Marlene do Rocio de Paula atendeu a reportagem da FOLHA entre um pagamento e outro da clientela. A loja de roupas lotou desde cedo. ''Hoje é dia de correr atrás do prejuízo e pretendemos vender 20% em comparação aos outros dias. Estamos prontos para negociar com o cliente e dar a ele o melhor preço'', anima-se.
O casal catarinense Daniele Dias e Sandro Galhassi veio passar o Natal com a família, mas os presentes comprados em cima da hora eram só para os sobrinhos. Tudo comprado à vista, com a última parcela do 13º salário que saiu na semana passada. ''Nos programamos para comprar aqui porque Curitiba tem um preço melhor e mais opção'', afirma Daniele que chegou na cidade no dia 23. Nas sacolas, brinquedos para fazer a festa com a criançada.
A enfermeira Damaris Silveira foi ao centro para procurar roupas masculinas que dará de presente ao filho André Luiz. Ele acompanhou a mãe para escolher as peças e garantir que ela não compre alguma coisa que o desagrade. Os dois acharam o movimento nas ruas bem tranquilo e não esperavam pegar longas filas na boca do caixa. ''No ano passado tinha mais gente na rua'', lembra Damaris que vai comprar em dinheiro. Alguns artigos ela preferiu parcelar em três vezes sem juros. ''Em janeiro tem muita conta para pagar, não quero entrar o ano devendo em muitas vezes'', diz.

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