Na busca pela qualidade
Durante toda sua história, o Paraná foi destaque como um dos maiores produtores de café do mundo. A preocupação hoje de inseri-lo também entre os maiores no quesito qualidade tem razão de ser, pois, fabricando um produto de excelência, todos saem ganhando, desde o produtor, o produto, a região do plantio. Segundo o degustador de café, considerado referência no assunto, Silvio Leite, o Paraná está se apresentando novamente ao mercado de café de qualidade. ''O problema é o pós-colheita. Ainda existe um número pequeno de produtores preocupados com isso. Vejo que é preciso ter três coisas para alcançar qualidade. A primeira é apoio de conhecimento aos produtores. Depois, o produtor precisa acreditar nisso e desenvolver esse potencial com a máxima qualidade. Em terceiro lugar, precisa haver o retorno financeiro e o reconhecimento do trabalho na busca pela excelência''.
Para Leite, o Estado pode ser inserido em pouco tempo entre os que produzem café de alta qualidade. ''Para que isso ocorra é preciso que esses cafés sejam lapidados, e o produtor execute bem os processos''. Hoje o Brasil ocupa o segundo lugar no ranking dos países que mais consomem a bebida, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
O degustador, que alia olfato, visão, audição, tato e paladar apurados com a curiosidade, dedicação, persistência, memória e muito estudo garante que o brasileiro entende de um bom café. ''O brasileiro sabe tomar café. Beber para ele é um prazer, sendo um prazer, ele toma algo que seja bom. Se você toma algo áspero, por exemplo, você diz no final: não gostei'', conta ele que, indagado como preparar uma boa bebida, explica: ''Não compre volume. Se possível moa o grão na hora, faça a quantidade que você irá consumir. Não guarde café. O café você começa a curtir pelo aroma na hora da preparação.''(E.S.)





