Buenos Aires - As principais câmaras empresariais de comércio da Argentina celebraram o Natal deste ano em grande estilo, já que as exuberantes vendas enterraram no passado os efeitos da recessão de 1998-2003 e a crise financeira, social e econômica de 2001-2002. Segundo a Fedecámaras, uma das principais associações de comércio, as vendas deste natal registraram um aumento entre 25% e 30% em relação ao Natal de 2005.
Além disso, as vendas natalinas de 2006 superaram todos os recordes dos últimos dez anos. Os analistas indicam que o desempenho foi possível graças à recuperação persistente da economia argentina, que entre 2003 e 2005 cresceu 9% em média por ano.
Dados preliminares do governo e dos analistas indicam que o crescimento de 2006 marcará a faixa de 8,5% a 9%. A Argentina não registrava um aumento contínuo da economia de tal magnitude havia mais de meio século. Segundo a Fedecámaras, as vendas deste Natal ultrapassaram todas as previsões realizadas para a data. ''Achávamos que ia ser um desempenho muito bom, mas não imaginávamos que superaria os 20%'', disse o presidente da Fedecámaras, Rubén Manussovich.
Em 2001, no meio da maior crise argentina, as vendas de Natal despencaram 50%. Na época, o comércio estava semiparalisado por causa dos protestos sociais e do ''corralito'' (o confisco bancário).

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